PHP

PHP: Guia completo para iniciantes.

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Se você prentende se tornar um programador PHP, ou é um entusiasta no mundo da programação que está interessado na tecnologia. Você está no lugar certo, pois neste guia você vai aprender todos os fundamentos da linguagem.

O PHP de fato é uma das linguagens de programação mais populares da atualidade. Ela permite que você crie aplicações web robustas, de uma maneira muito simplificada e direto ao ponto.

Sem contar que a linguagem traz diversos recursos que facilitam e aceleram o processo de desenvolvimento de sites e sistemas para web.

E além do mais, ela ainda tem um ótimo ecossistema, um excelente comunidade, e um grande mercado de trabalho.

Eaê? está preparando para aprender PHP? então pegue um bom café e vamos por a mão na massa!

obs: é importante ressaltar, que para seguir este guia você precisa ter conhecimentos básicos em HTML, e ter uma base de lógica de programação.

O que é PHP

PHP(PHP:Hypertext Preprocessor) é uma linguagem de programação interpretada e open source, focada no desenvolvimento de sistemas para web, que pode ser utilizada junto com HTML para a criação de páginas web dinâmicas.

História do PHP

A linguagem PHP foi desenvolvida em 1995 por um programador dinamarquês chamado Rasmus Lerdorf. Além disso, também foi uma das primeiras linguagens da história a lidar diretamente com HTML, e atualmente é mantida por uma organização chamada The PHP Group.

Durante toda sua existência, o PHP passou por muitas evoluções e versões, atualmente está em sua versão 7(Lançada em 2014), que por sua vez revolucionou a forma como utilizamos a linguagem no desenvolvimento de novas aplicações web.

Versões do PHP

Antes do PHP ser o que conhecemos hoje em dia, ele era apenas um conjunto de utilitários feitos em C para manipular código HTML, o seu criador, Rasmus Lerdorf, o chamava de PHP/FI, e o utilizava principalmente para contar a quantidade de visitas em seu site.

Logo depois, em 1998 foi lançada a versão 3, que dá início a era do PHP que conhecemos hoje em dia. Esta versão foi um tremendo sucesso na época, pois ela trazia muitas funcionalidades poderosas, como uma interface para conexão com múltiplos bancos de dados, melhoramento do design e sintaxe da linguagem, e suporte a orientação a objetos.

Logo após o sucesso do PHP 3, programadores começaram a desenvolver uma nova versão da linguagem. O foco deles era reescrever o núcleo da linguagem criando uma nova engine, para com isso, melhorar a performance e segurança da linguagem.

Então, sendo assim, em maio de 2000 foi lançando o PHP 4 com a Zend engine(novo motor da linguagem), e que trazia suporte a diversos servidores web, sessões, cookies, e melhorias de segurança.

Após, longos anos de desenvolvimento, em um processo que envolveu dezenas de desenvolvedores, em 2004, foi lançada a versão 5, que foi a responsável por popularizar o PHP no mundo todo, que trouxe com ela uma nova engine(Zend engine 2.0), que trouxe muitas melhorias no desempenho e segurança da linguagem.

Por diversos problemas durante o desenvolvimento, comunicação, comunidade e marketing, o PHP não teve versão 6, e foi direto para versão 7. E podemos dizer, que o PHP 7 marcou uma grande evolução na linguagem, tornando-a muito mais madura e veloz.

O PHP 7 foi lançado em agosto de 2015, e trouxe diversas melhorias no desempenho, remoção de funções e APIs depreciadas, adição de tipagem quando trabalhamos com funções e classes anônimas.

Tudo isso de fato, revolucionou a forma como usamos a linguagem, e com certeza marca o início de uma nova era na linguagem.

Abaixo, confira um infográfico sobre a história do PHP e suas versões.

Zend

É fato, que diversos desenvolvedores e empresas foram envolvidas no processo de desenvolvimento do PHP. Mas, tenho que destacar uma das companhias mais importantes para toda a história da linguagem, e que graças a ela, o PHP é o que é Hoje.

Estou falando da Zend, empresa criada por dois dos maiores contribuidores da linguagem(Andi Gutmans e Zeev Suraski), e que ainda hoje, contribui bastante para a linguagem e sua comunidade.

A Zend também é muito conhecida pelo seu framework, que é um dos mais maduros e consolidados do mercado, sendo utilizado como padrão por muitas outros no mercado.

Sem comentar, que além de tudo isso a Zend ainda oferece uma certificação PHP (ZCE – Zend certified engineer), que com certeza é uma das mais relevantes da linguagem, e que serve como uma forma de testar o conhecimento de diversos desenvolvedores.

Quem usa PHP?

Segundo uma pesquisa da W3Techs, PHP é a linguagem de programação server-side mais usada no mundo, sendo utilizada por mais de 78% dos sites de toda web. Além disso, grandes sites de todo o mundo utilizam o PHP, tudo graças ao poder e versatilidade da linguagem, confira abaixo a lista de algumas empresas que usam o PHP em seus projetos.

  • Facebook
  • Yahoo
  • Wikipedia
  • Flickr
  • Tumblr
  • WordPress
  • Mailchimp
  • Cielo
  • Catho
  • Senac

De acordo com a BuildWith até a data de publicação desse artigo, os números do PHP são realmente expressivos:

  • Há 35,492,016 sites que podem ser encontrados na Internet usando PHP
  • O país que atualmente mais utiliza o PHP de forma disparada é os EUA seguido da Rússia, e com o Brasil em sétimo lugar.
  • O repositório principal do PHP no Github possui mais 21k de stars e mais de 100 mil commits.

Documentação

Uma das coisas que chamam mais atenção no PHP é a sua ótima documentação, que é bastante amigável para iniciantes e para toda a comunidade em geral. De fato, a documentação do PHP é excelente, pois cobre todos os recursos da linguagem de uma maneira detalhada e com diversos exemplos.

Como instalar o PHP

Para que seja possível começar a programar em PHP, é necessário que você crie um ambiente de desenvolvimento básico em seu computador, dependendo do seu sistema operacional, o processo é bem único, abaixo, veja os guias para instalar o PHP no Windows e Ubuntu(Linux).

Windows

Você pode instalar o PHP no Windows de diversas formas, porém, eu irei te recomendar este artigo do nosso blog: “Como instalar o PHP no Windows do jeito certo e usar o servidor embutido”, nele você vai aprender a como instalar e configurar o PHP da forma correta em seu Windows. Após seguir todos os passos, você já vai estar com tudo pronto para começar a programar em PHP.

Ubuntu(Linux)

Para instalar o PHP no Ubuntu ou em outros sistemas operacionais da mesma família, o processo é bem mais simples do que no Windows, basta seguir os passos listados abaixo:

1° Passo – Adicione este PPA

2° Passo – Atualize seus pacotes   

3° Passo – Instale o PHP 7

4° Passo –  Teste

    Digite php -v no terminal, caso a instalação tenha sido feita com sucesso, o resultado desse comando, deve ser algo como isso:

Seu primeiro código PHP

Agora vamos por a mão na massa, nesta seção, você vai criar o seu primeiro código em PHP, então, para início de conversa, abra o seu editor de código preferido(pode ser qualquer um: Notepad++, Sublime, VSCode, etc.), após isso, crie uma pasta (de preferência na sua área de trabalho) para guardar todos os seus scripts PHP e abra em seu editor.

Após isso, dentro da pasta, crie seu primeiro arquivo PHP, e para fazer isso, basta você definir um nome para ele, e no final colocar a extensão .php, exemplo: ola.php

Agora, com tudo pronto, está na hora de definir a estrutura básica do script, assim como no HTML, o PHP também tem uma estrutura inicial, e é muito simples:

Então, a estrutura do PHP é basicamente composta por uma abertura(<?php), e um fechamento (?>), e todo código que você venha a escrever, tem que estar contido dentro desta estrutura, para ficar mais claro, veja este exemplo:

Caso, você escreva alguma lógica em PHP fora desta estrutura, ela não vai ser tratada como código,e sim como um texto qualquer, ou seja, ela não vai ser interpretada pela linguagem.

Exibindo informações com o comando echo

Pronto, você já tem a estrutura básica de um script PHP, agora está na hora de aprender o seu primeiro comando na linguagem, que é o echo, que serve para exibir informações na tela.

Para usá-lo, basta digitar echo e em seguida a mensagem que você deseja exibir, pode ser “Hello World!”(Entre aspas),e finalize colocando um ponto e vírgula(;)

De início esta primeira linha de código pode ser um pouco confusa para iniciantes, então vamos destrinchá-la.

Código echo PHP

Está instrução, é composta por 3 partes, vamos analisar cada uma delas.

1 – Echo

Como já foi dito anteriormente, o echo é um comando interno do PHP que tem a utilidade de exibir informações na tela do navegador.

2 – Informação

Está é a mensagem que você quer “passar” para o echo, para ele exibi-la no navegador. Ela poderia ser qualquer informação, um nome, uma frase, um número, um e-mail, etc.

Porém quando queremos trabalhar com informações textuais no PHP, temos que utilizar aspas, dupla(“) ou simples(‘), no início e no final do texto, ou seja, em outras palavras, toda informação textual no PHP, tem que ser escrita entre aspas.

3 – Ponto e vírgula

Toda vez que uma instrução for finalizada no PHP, você precisa dizer para a linguagem que aquele “comando” acaba naquele ponto, e para fazer isso, basta você colocar o sinal de ponto e vírgula no final de cada comando.

Caso você não faça isso em cada instrução do seu código, o interpretador do PHP vai te exibir diversos erros. Então, isso significa que o uso do ponto e vírgula é obrigatório ao final de cada instrução.

Executando o código

Agora está na hora de testar o seu primeiro script, mas antes, precisamos iniciar o servidor embutido do PHP, e para fazer isso é simples, basta abrir seu terminal(Ou Prompt de comando no Windows), e navegar até a pasta onde seu script está armazenado.

Navegando até a pasta com o terminal/CMD

No meu caso, eu armazenei o código em uma pasta na minha área de trabalho, então, no meu prompt de comando, eu vou navegar até minha área de trabalho desta forma:

O comando cd no CMD do Windows e no terminal do Linux, serve para mudar de um diretório para o outro, utilizando ele, com a palavra Desktop, eu disse para o Windows que eu gostaria de ir até o diretório da minha área de trabalho, onde está a pasta com meu código PHP.

Após entrar no desktop, eu vou navegar até a pasta de meus scripts novamente com o comando cd.

OBS: No meu caso, minha pasta estava na minha área de trabalho, a navegação com o comando CD vai mudar completamente dependendo do local onde você guardou sua pasta.

Iniciando o servidor embutido

Com o terminal aberto na pasta correta, digite o seguinte comando para iniciar o servidor embutido do PHP:

php -S localhost:8080

OBS: o “S” tem que ser maiúsculo

Caso você tenha instalado o PHP corretamente em seu computador, o resultado deste comando será este.

Pronto, agora minimize o Prompt de comando, e não feche-o, pois se não o servidor será finalizado.

Abrindo no navegador

Agora, chegou o momento da glória, vamos abrir nosso navegador, e acessar o endereço do servidor local que criamos anteriormente, que nesse caso é este endereço: http://localhost:8080.

Endereço do server PHP

E de cara você vai se deparar com esta tela

Server PHP
Primeira tela do servidor PHP

Não é bem o que esperávamos, e isso acontece pois o PHP não está identificando nenhum arquivo principal. Mas neste caso, queremos executar o arquivo ola.php, então no endereço vamos digitar \ola.php e veremos o que acontece.

Hello world PHP resultado
Hello world em PHP

Oba! nosso código está funcionando.

Arquivo index

Em um mesmo projeto PHP, podemos ter diversos arquivos independentes, por enquanto, em nosso projeto, temos apenas um arquivo, vamos criar mais um, desta vez, eu vou chamá-lo de son.php, e dentro dele eu vou ter o seguinte código:

Agora, eu quero executar este arquivo específico, mas como faço isso? Simples, só ir até o endereço do seu servidor local, e adicionar o nome do arquivo mais a extensão .php no final do endereço.

Só que além deste recurso de múltiplos arquivos, a linguagem também oferece um recurso chamado arquivo index, que por convenção é o principal arquivo de uma aplicação PHP. Então agora, eu vou criar um novo arquivo chamado index.php.

Agora, repare que quando você acessar o endereço direto do seu servidor(No nosso caso http://localhost:8080), o PHP vai te levar direto para o arquivo index.php

Legal, não é mesmo? Então, daqui em diante neste guia, vamos utilizar bastante o recurso do arquivo index.php

Variáveis

O que são variáveis

Durante o desenvolvimento de um programa computacional, muitas vezes é necessário armazenar informações de uma forma temporária, por exemplo, a data de nascimento de um usuário, o e-mail de uma pessoa, um número ou um texto qualquer.

Para que seja possível armazenar informações em um programa, utilizamos de um artifício chamado variável. Uma variável é um espaço na memória do seu computador, no qual o seu programa pode acessar para salvar dados de forma temporária, e acessá-los quando necessário.

Geralmente, toda linguagem de programação permite que trabalhemos com variáveis. Então, a questão é, como criar variáveis no PHP?

Como declarar uma variável no PHP

Na programação, o processo de criação de uma variável é chamado de declaração, para declarar uma variável no PHP, primeiro, digite o símbolo de dólar(Cifrão) $, o cifrão é a forma de você dizer para o PHP que você quer trabalhar com uma variável. Após isso defina um nome para a sua variável, como no exemplo abaixo:

Para definir o nome de uma variável corretamente, existem algumas regras a serem seguidas, confira abaixo:

  • Não pode ter acento
  • Não pode ter espaço
  • Não pode iniciar com um número
  • Pode ter letras minúsculas e maiúsculas
  • Pode ter underline(_)

Exemplo:

Caso você não siga estas regras, o interpretador do PHP vai te mostrar alguns erros durante a declaração da variável.

Bom, você criou sua primeira variável, mas o processo ainda não está finalizado, além de você ter que definir um nome para ela, você ainda precisa definir um valor inicial, e para fazer isso basta, após o nome da variável, adicionar um símbolo de igual(=), e após isso passar o valor que você quer armazenar, pode ser o valor 25 como no exemplo abaixo:

Pronto, com isso você conclui o processo de declaração de variável, e já está armazenando o valor 25, temporariamente dentro do espaço de memória “minhaVariavel”, simples não é mesmo?

Inclusive, no PHP, também é possível utilizar o comando echo, junto com variáveis, basta digitar echo, após isso o cifrão($) junto com o nome da variável:

PS: Lembre-se, que toda vez que você quiser trabalhar com variáveis, você precisa usar o cifrão($) antes do nome, essa é a forma que o PHP sabe que aquilo que você quer manipular é uma variável.

Ei Psiu! As variáveis são mutáveis

Outro ponto muito importante a ser ressaltado, é que uma variável pode ter seu valor modificado diversas vezes durante a execução de um programa, é por isso que ela é chamada de “variável”, pois seu valor pode “variar” conforme o necessário.

Para atualizar o valor de uma variável no PHP, é muito simples, basta chamar ela no código(cifrão($) + nome), usar o sinal de =, e passar um novo valor, veja o exemplo abaixo:

Agora, o valor da “minhaVariavel” é 66 pois eu o atualizei. Contudo, é importante ressaltar, que quando você atribui um novo valor a uma variável, o antigo valor dela é perdido, então, tome cuidado.

Tipos de variáveis

Existem 3 tipos principais de dados no PHP: string, number e boolean, veremos os detalhes de cada um abaixo:

String

String é o tipo de dado relacionado a textos, sempre que você quiser trabalhar com informações textuais no PHP, você vai estar o usando o tipo String. E para dizer que uma informação é uma string, basta você escrever um texto entre aspas, duplas ou simples. Abaixo, veja o que é , e o que não é uma string no PHP.

  • “Victor” – é string
  • ‘Lima’ – é string
  • “SON” – é string
  • ‘School of net” – não é string
  • ‘School of net’ – é string
  • “School’ – não é string
  • “Of net – não é string
  • School of net – não é string

Para criar uma variável do tipo string, basta declará-la com qualquer nome, e atribuir um valor textual para ela.

Exemplo:

Number

Number é o tipo relacionado a números no PHP, sejam números negativos, positivos ou decimais, dentro desta categoria, existem alguns “subtipos”, que são Integer e Float, mas, por hora, não vamos entrar em detalhes, e vamos tratá-los como um tipo genérico(Number). Abaixo, veja alguns exemplos de números no PHP

  • 10 – é um número
  • “120” – não é um número
  • ‘-20’ – não é um número
  • -50 – é um número
  • 10.2 – é um número
  • “10.23” – não é um número
  • 120.678 – é um número
  • 1.0213232132132E+23 – é um número

Para criar uma variável de tipo numérico, basta declará-la com qualquer nome, e atribuir um valor numérico para ela.

Exemplo:

Boolean

De todos, este é o tipo mais complicado de se entender para iniciantes em programação, de início seu uso parece obscuro, mas é um tipo de dado fundamental para a construção de lógicas mais estruturadas em um projeto.

O boolean, é um tipo de dado que tem o intuito de armazenar somente duas informações, true(verdadeiro) ou false(falso), para definir uma variável booleana no PHP, basta fazer o mesmo processo de sempre, só que dessa vez atribuindo um valor booleano, que podem ser estes abaixo:

Como você pode notar, um valor booleano é diferente de uma string, pois ele não precisa de aspas para ser definido, true e false, são palavras reservadas da linguagem,que servem para expressar valores booleanos.

Comentários

Um recurso muito interessante que o PHP nos oferece, é a funcionalidade de comentários que permite que você escreva qualquer informação útil direto no seu código.

Esse recurso é útil para quando precisamos explicar uma determinada parte do código, ou documentar um projeto.

Existem dois tipos de comentários, os de uma linha e os de múltiplas linhas. Para criar comentários de uma linha, basta você escrever // e em seguida escrever seu comentário, veja abaixo.

E quando você quiser escrever comentários maiores, você pode trabalhar com os comentários multi-linha, para usá-los, basta digitar /* e após isso */ então, tudo o que você digitar entre estas duas partes vai ser considerado um comentário, veja abaixo:

Operações aritméticas

Durante o processo de desenvolvimento de um programa computacional, é necessário que seja realizadas operações matemáticas, e para fazer isso, precisamos utilizar operadores aritméticos, no PHP existem vários, que nos permitem fazer operações de soma, subtração, multiplicação, divisão e módulo.

Soma

Para fazer um soma no PHP, basta usar o sinal + junto com dois operandos(números), veja um exemplo:

Podemos ir além, e fazer operações mais complexas.

Mas espere, veja que o resultado não é o esperado:

Note, que isso é uma confusão, e só acontece pois um echo está colado no outro, e para resolver isso, basta colocar mais um echo entre eles, com a tag <br> do HTML que serve para quebrar linhas:

Veja o resultado:

Outra coisa bacana que você pode fazer com os operadores aritméticos é usar variáveis direto nas operações:

O resultado será o mesmo.

Subtração

A mesma lógica da soma, se aplica na subtração, só que agora, você vai precisar usar o sinal – em vez de +

Outra coisa legal que você consegue fazer com as operações matemáticas, é realizá-las na atribuição de variáveis, veja o exemplo abaixo:

Multiplicação

O esquema se repete quando falamos a respeito da multiplicação, e para representá-la, o sinal que usamos é o asterisco(*):

Divisão

A história também não é diferente com a divisão, para fazer uma divisão usamos a barra(/), veja como é simples:

Módulo

No processo de solução de muitos algoritmos, precisamos eventualmente utilizar a operação de módulo(descobrir o resto de uma divisão), ou seja, é uma operação que tem sua importância.

Para realizá-la, trabalhamos com o sinal de porcentagem(%), veja um exemplo abaixo:

Array no PHP

Às vezes existe a necessidade de armazenar diversos dados em um único local com fácil acesso, vimos que as variáveis têm o papel de guardar dados de forma temporária, mas nelas, não podemos armazenar múltiplos dados, apenas uma informação por vez.

E para resolver este problema, existem os arrays, que permitem que você armazene múltiplos dados de uma só vez em um mesmo lugar, de uma forma organizada, podemos dizer que os arrays são “super variáveis”.

Como criar um array

Para criar um array, primeiramente você vai criar uma variável, e vai atribuir para ela um par de chaves([ ]).

Dentro desse conjunto de chaves, você pode armazenar os valores que quiser, todos separados por vírgula. Veja o exemplo.

Resultado no navegador: array(5) { [0]=> string(6) “School” [1]=> string(2) “of” [2]=> string(3) “net” [3]=> int(10) [4]=> string(4) “anos” }

Um array no PHP é uma estrutura de dados heterogênea, isso significa que ele pode guardar vários dados de tipos diferentes no mesmo lugar, como no exemplo acima, onde eu tenho várias strings e um texto.

Também como você pode observar, que para exibir o array eu estou utilizando o comando var_dump, que serve para mostrar informações de uma variável ou array em detalhes, é importante ressaltar, que quando você quiser exibir um array por inteiro na tela, o comando echo não vai funcionar.

Acessando dados únicos

Você pode estar se perguntando: “E como faço para pegar um dado único dentro do meu Array?”.

E para fazer isso, primeiro você precisa entender que os arrays trabalham com um sistema de índices, todo valor que você coloca dentro de um array é “endereçado” dentro dele, e esse endereçamento começa a partir do número 0.

Ou seja, isso quer dizer que, o índice do primeiro valor do array é 0, do segundo é 1, do terceiro é 2, e assim vai.

Então, digamos que eu queira pegar o primeiro valor do meu array, como eu faço isso?

Basta seguir o exemplo abaixo.

Resultado:

Array com chaves

Além de você poder acessar dados de um array por índices, você também pode definir um nome personalizado para cada dado, veja o exemplo:

Perceba, que agora eu acesso os valores pelas chaves que eu defini e não mais pelos índices numéricos.

Array multidimensionais(Matriz)

Como já foi dito anteriormente, os arrays são estruturas heterogênea que permitem que você salve múltiplos dados de tipos diferentes em um mesmo lugar.

Seguindo esta ideia, os arrays no PHP, permitem que você também guarde arrays dentro de arrays, e isso forma a estrutura de uma matriz, veja o exemplo abaixo.

Explode no PHP

Explode é uma função do PHP, que serve para transformar um texto em um array, é bastante útil quando precisamos fazer algum tipo de manipulação mais avançada com string, veja como usá-lo neste exemplo:

Resultado:

Implode no PHP

O Implode é uma função do PHP que faz exatamente o contrário do explode, com o implode você consegue transformar um array em uma string, veja o exemplo:

Resultado:

Condicionais

Durante a criação de um programa computacional, existe a necessidade de realizarmos algumas comparações entre valores, e assim criar condicionais em relação ao resultado.

Para isso, no geral toda linguagem de programação nos oferece as estruturas condicionais, que nos permitem fazer comparações, e baseando-se nos resultados mudar o fluxo de execução do programa.

Por exemplo:

  • Se um usuário tem menos de 18 anos faça alguma coisa
  • Se tem mais de 18 anos faça outra coisa
Fluxograma condicionais PHP
Fluxograma condicionais PHP

Ou seja, como visto no exemplo acima, com as condicionais, conseguimos ter caminhos diferentes em nosso programa.

If

O If(Do inglês, significa “se” em português) é a principal estrutura condicional, ela serve para verificar se uma condição é verdadeira ou não, veja o exemplo abaixo:

Com isso, no navegador será exibido:

Ou seja, como $a é igual a 10, a mensagem foi exibida, mas olhe o que acontece se eu mudar o valor de $a para 20:

O resultado agora será este, pois a condição agora é falsa:

O resultado agora será este, pois a condição agora é falsa:

Note, que para fazer a comparação, eu utilizei o operador ==, que é o operador de comparação, diferente do = que serve para atribuir valores para variáveis, o == serve para comparar uma coisa a outra.

E neste caso, estamos comparando a variável $a, que tem o valor 10 ao valor 10. Como sabemos, 10 é igual a 10, então o resultado da comparação é verdadeiro, e o código que está dentro do if é executado.

Explicação condicional PHP
Explicação condicional PHP

Além de você poder comparar se dois valores são iguais, você pode usar outros operadores lógicos que o PHP dá suporte:

  • ==  – Igual
  • > – Maior que
  • < – Menor que
  • >= – Maior ou igual a
  • <= – Menor ou igual
  • != – Diferente

Else

Já o else é o contrário do if, pois o que estiver dentro dele é executado quando a condição não for verdadeira, veja o exemplo abaixo:

Caso $a seja diferente de 10, ou seja, caso a condição testada no if seja falsa, o bloco de código do else é executado. Em resumo, podemos dizer que o else é sempre uma alternativa ao fluxo de código do if.

Elseif

Além das duas estruturas apresentadas anteriormente, ainda existe uma terceira chamada Elseif(Junção de Else com If, significa “se não, se…”). Esta estrutura funciona como uma alternativa ao if, veja o exemplo abaixo:

Caso o primeiro if seja falso, ele passa para o próximo, caso seja falso, ela passa para o seguinte, e assim por diante, até chegar no else caso todas as condições sejam falsas.

Estruturas de repetição

Durante o desenvolvimento de um programa, existe a necessidade de se repetir um determinado trecho de código, ou lógica, diversas vezes. Digamos, que eu queira repetir a frase “Hello World!” 10 vezes, eu poderia simplesmente fazer desta forma:

Como podemos ver, de fato este código vai repetir a mensagem 10 vezes, mas como você pode ver, o código fica completamente poluído e complicado de ler.

E para resolver esse problema, existem as estruturas de repetição, que permitem que nós repetimos trechos de códigos de uma forma simplificada e limpa.

No PHP existem várias estruturas de repetição, entre elas: for, while, do while e foreach.

Vamos entender cada uma delas agora.

For

A primeira estrutura que iremos estudar é a for, de todas ela é a que tem a estrutura mais complexa, mas no final é muito simples de utilizá-la, veja abaixo um exemplo da estrutura for:

Resultado:

Agora vamos entender como ela funciona:

Explicação for PHP

A estrutura for é dividida em 3 partes, a do contador, a condição, e a operação, vamos entender cada uma delas agora

1 – Contador

Para podermos começar a trabalhar com o for, precisamos primeiro definir um contador, que é basicamente uma variável de controle.

Nesta parte, criamos uma variável e definimos um valor inicial para ela, esse valor, será o valor inicial do loop.

Neste caso, eu criei uma variável chamada $contador que recebe o valor inicial 0.

2 – Condição

Toda o funcionamento do for está centrado nesta parte, isso porque enquanto esta condição for verdadeira, o for não vai parar de repetir, entendeu a ideia?

Então, o que cria a repetição, é esta condição, enquanto ela for verdadeira, a repetição vai acontecer. Quando ela deixar de ser verdadeira, a repetição para.

Esta condição pode ser qualquer uma, mas geralmente envolve a variável contadora.

Neste caso, eu criei a condição “$contador < 10”, e enquanto ela for verdadeira, o bloco: echo “Hello World!” vai ser executado.

3 – Operação

No geral, a ideia de todo laço repetição é acabar em algum momento(existem exceções), o que acontece caso a minha condição sempre seja verdadeira? Ela vai repetir indefinidamente, criando um estado chamado loop infinito.

Essa não é nossa ideia, então para isso existe a parte da operação no for, que visa manipular a variável contadora de alguma forma, para que a condição deixe de ser verdadeira em algum momento.

Neste caso, eu defini a operação como: $contador++ , que é uma forma reduzida para($contador = $contador + 1).

Isso significa que a cada vez que o loop repetir, ele vai aumentar o valor do contador em 1, até que ele deixe de ser menor do que 10, e como consequência isso vai fazer que minha condição seja falsa em algum momento, impedindo um eventual loop infinito.

While

O while(significa enquanto) é uma estrutura mais enxuta do que a for, mas que tem a mesma finalidade, veja o mesmo exemplo anterior, só que dessa vez utilizando while:

É exatamente o mesmo resultado, apesar de ser bastante diferente do for, os dois fazem a mesma coisa.

A grande diferença entre o while e o for, é que o while apenas precisa de um campo para funcionar, a condição.

Já as outras partes são criadas de formas externas, veja que no código acima, eu criei a variável contadora fora da estrutura do while, e o operador dentro da estrutura.

A respeito da condição, no while funciona exatamente da mesma forma do for, enquanto ela for verdadeira a repetição acontece.

Do While

O do while(significa: “faça enquanto”) é uma variação da estrutura while, veja o exemplo abaixo:

Resultado:

Como você pode ver, o resultado é o mesmo quando utilizamos o for, while e do while.

Podemos dizer, que o do while funciona exatamente igual ao while, com uma exceção, que é, mesmo que a condição testada seja falsa de primeira, com o do while, temos a garantia que a repetição vai acontecer pelo ao menos uma vez.

Foreach

Agora, vamos falar sobre um estrutura de repetição completamente diferente das anteriores, que é a foreach, que significa “para cada”.

O nome pode parecer confuso em nosso idioma, mas, o foreach é um estrutura de repetição de arrays, que serve para percorrer um array por inteiro, então isso significa que “para cada elemento no array ela vai fazer uma repetição”.

Veja um exemplo de uso do foreach:

Resultado:

Agora, vamos entender como esta estrutura funciona.

PHP foreach

O foreach é dividido em duas partes, que tornam a estrutura muito simples de ser utilizada, vamos entendê-las agora.

1 – Array

Essa primeira parte, vai ser onde você vai passar para o foreach, qual array você quer percorrer, não tem muito segredo nesta parte

2 – Variável de retorno

Para cada elemento no array, o foreach vai retornar o valor do elemento para uma variável, e você vai poder usar esta variável como quiser dentro do loop.

Neste caso, eu criei uma variável de retorno chamada $elemento, e no corpo do loop, eu estou printando ela na tela.

Funções no PHP

As funções são recursos que as linguagens de programação oferecem, para manter o código cada vez mais limpo e sem repetições.

Pois elas permitem que você defina um lógica dentro delas, e sempre que você precisar desta lógica, basta chamar a função, com apenas uma linha código. Veja o exemplo abaixo:

Como criar uma função

Resumindo, para criar uma função primeiro você precisa escrever a palavra reservada “function” e após isso definir um nome para a função, logo após isso, abra e feche parênteses(é aqui onde serão definidos parâmetros),e após isso defina o corpo da função.

Dentro do corpo você pode colocar qual lógica quiser, simples não é mesmo?

Como usar funções

Para usar uma função basta digitar o nome dela seguido de parentes, como no exemplo abaixo.

Resultado:

Inclusive, eu posso chamar uma função quantas vezes eu quiser no código:

Resultado:

Parâmetros

Além do mais, as funções também dão suporte a parâmetros, que são variáveis internas que você pode definir e manipular dentro das funções, veja o exemplo abaixo:

Ou seja, um parâmetro é um valor que você pode passar para a sua função, e ela pode utilizar este valor dentro de seu corpo, veja o resultado deste script:

As funções também permitem múltiplos parâmetros separados por vírgula, veja o exemplo:

Resultado:

Retorno

Outro recurso que toda função tem é o retorno, no qual ao fim de sua execução, a função pode retornar o valor para quem está chamando-a. Por exemplo, uma função pode retornar um valor para uma variável, estrutura condicional, outra função, etc.

O retorno deve ser a última linha de código presente em uma função no PHP, tudo que for escrito abaixo do retorno não será nem interpretado pelo PHP.

Para retornar um valor em uma função é mamão com açúcar, veja o exemplo:

Resultado:

Include

O PHP nos oferece um ótimo recurso que nos ajuda a reutilizar bastante nosso código, que é o include.

Digamos que você tem uma função em um arquivo PHP, e você quer acessar esta função de outros arquivos, para fazer isso, você precisa incluir o arquivo que tem a função, no arquivo que você quer usar a função.

Na prática, digamos que eu quero utilizar a minha função de soma que criamos anteriormente no arquivo index, em outro arquivo da minha aplicação, para fazer isso veja o exemplo:

Arquivo Index.php com a função de soma que eu quero utilizar

Arquivo ola.php aonde eu quero usar a função

Para usar o include, basta ir no arquivo destino, e chamar a função include junto com o nome do arquivo de origem, veja o exemplo:

Resultado:

Require

Além do Include, o PHP também oferece outra alternativa que funciona de uma maneira muito semelhante, que é o require. Veja como usá-lo:

Resultado:

Como você pode perceber o resultado é exatamente o mesmo. Além do include e require, o PHP também nos oferece o include_once e require_once, que são apenas versões “incrementadas” dos anteriores, que impedem de incluir um arquivo caso ela já tenha sido incluído.

Próximos passos com PHP

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