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Tecnologias de Vídeo: Entenda como funcionam e qual delas implementamos com nosso novo Player

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Aprenda programação e desenvolvimento web

Se você é ou já foi aluno da School of Net entre o meio de 2016 até o início de Janeiro de 2017, deve ter percebido nossa maior deficiência: O Player com suas tecnologias de vídeo, bem como, a pobre experiência que ele oferecia. Problemas como: O vídeo ficar “engasgando” em alguns momentos, ou mesmo retroceder 2 segundos e continuar tocando. O player utilizado não fornecia o recurso um recurso essencial nos dias de hoje: aceleração do vídeo. Além disso, o flash player era obrigatório.

No momento da publicação desse post, a School of Net já possui mais de 220 cursos focados em programação e desenvolvimento web com quase 3500 vídeos publicados.banner-aprenda-programacao
A grande questão que muitos perguntavam é: Por que a School of Net não utiliza alguma das várias opções de players HTML 5 que existem no mercado que incluem esses recursos? Esse questionamento era feito a todo momento.

No mundo aonde o conteúdo em vídeo é “rei”, onde todo seu modelo de negócio depende essencialmente desse recurso, temos um grande “trade off”:

Como fornecer a melhor experiência ao usuário, mas ainda proteger seu conteúdo para evitar que eles caiam em sites como MEGA ou mesmo em torrents?

Lembre-se, a School of Net trabalha com modelo de assinatura, ou seja, se todo nosso conteúdo vazar, não há porque os usuários continuarem renovando.

Relacionado: Conheça nosso plano de assinatura com acesso a todos os cursos do site

Acredite, mudamos para uma diferente empresa a qual fornecia as transmissões de vídeos razoavelmente seguras. O player era bem melhor, apesar de ser em flash. Foram apenas 15 dias para que diversos vídeos estivessem sendo espalhados para download. Alguns camaradas que adoram distribuir conteúdos de terceiro começaram a fazer a festa.

Resolvemos então deixar de buscar empresas que trabalham com transmissão de vídeos e decidimos resolver o problema “dentro de casa”. Depois de muito trabalho de pesquisa, implementações, contratação de diversas soluções, finalmente implementamos nossa nova estrutura de vídeos, bem como a utilização de um player HTML 5 de qualidade.

Escrevo então esse post para compartilhar o conhecimento adquirido e apresentar qual a solução que acabamos implementando.

Mas afinal, o que está por trás das tecnologias de transmissão de vídeos. Como isso funciona?

Independente de player, temos 4 tipos principais de meios / protocolos de transmissão:

  • Download progressivo
  • RTMP
  • HLS
  • MPEG-DASH

Download progressivo (progressão automática):

video-download-progessivo
Essa é a forma mais simples e comum de transmissão de vídeos. Simplesmente você aponta qualquer player HTML 5, ou mesmo a tag <video> do HTML diretamente para um arquivo mp4 e o vídeo começará ser baixado no navegador e reproduzido no player.
Temos duas desvantagens nesse caso:

  1. O arquivo é facilmente copiado
  2. Mesmo que você queira assistir apenas alguns segundos do vídeo, ele é baixado por completo em seu computador. Isso faz com que o seu tráfego de dados seja muito grande.

RTMP: Real Time Messaging Protocol

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Criado pela Macromedia / Adobe, esse protocolo por muitos anos foi a mais utilizado e recomendado, uma vez que ele é extremamente leve, rápido, trabalha como streaming, ou seja, a transmissão para seu computador é realizada em tempo real, ao invés do conteúdo do vídeo ser baixado pelo browser como no caso da Donwload progressivo.

Mas nem tudo são flores. Para trabalhar com RTMP, você é obrigado a utilizar o Flash Player e o recurso de aceleração torna-se quase inviável, uma vez que o streaming é feito em tempo real.

A grande vantagem do RTMP é que você pode utilizar servidores de vídeo, como Wowza Video Server e eventualmente customizá-lo para criar uma camada de segurança que realmente consegue evitar o download do vídeo de uma forma realmente fantástica, tornando extremamente complexa a tentativa de download do vídeo, uma vez que toda a informação precisa ser capturada via proxy antes mesmo dela chegar no browser do usuário.

Essa foi a solução que utilizamos durante muito tempo na Code.education (nossa outra marca para venda de cursos Premium) e também na School of Net. Essa solução protegia nosso conteúdo, mas estava deixando nossos usuários MUITO insatisfeitos, principalmente os que não possuíam uma boa conexão, uma vez que o streaming é feito em tempo real, causando possíveis travamentos (como descrevi no início desse artigo).

HLS: HTTP Live Streaming

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Criado pela Apple, o HLS veio como uma solução realmente muito bem elaborada para a transmissão de vídeos. Além de não necessitar de servidores específicos, o vídeo quando utiliza esse protocolo possui um processo de “Packaging” onde são criados dezenas de arquivos pequenos (com a extensão: *.ts, normalmente).
A grande vantagem do HLS, é de que o vídeo é servido aos poucos, através do download dos arquivos .ts. Porém, é possível configurar o tempo máximo de buffer, logo, o vídeo não é baixado inteiramente em seu computador se você quiser assistir apenas uma pequena parte (diferente do que acontece no caso do download progressivo). Repare por exemplo no youtube, mesmo que você der play no vídeo e depois um pause, o mesmo não é bufferizado por completo. (isso não significa que o youtube utiliza necessariamente HLS).

Para você conseguir baixar e ter um mp4 de um vídeo que trabalha com HLS, você precisa pegar todos os arquivos .ts, “grudá-los” e convertê-los para um único arquivo MP4. Existem diversos softwares no mercado que já fazem isso.

HLS com criptografia AES:

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Essa foi nossa solução adotada por alguns meses na School of Net. Quando você trabalha com HLS com criptografia, significa que os arquivos .ts são criptografados, logo, se você baixá-los e fazer a concatenação dos mesmos, o vídeo não será reproduzido pelo fato dos .ts’ estarem criptografados.
O grande ponto é que para o browser descriptografar esses arquivos .ts, ele precisa de um certificado que é gerado durante a conversão do vídeo no formato HLS, ou seja:

Arquivos .ts + Certificado baixado pelo browser = arquivos .ts que podem ser reproduzidos, “grudados” e transformados em MP4.

Alguns softwares são capazes de baixar o arquivo do certificado e utilizá-lo para descriptografar e depois “grudar” os arquivos .ts e gerar o MP4. Foi exatamente isso que aconteceu conosco quando utilizamos HLS. O pessoal que queria distribuir nosso conteúdo de forma gratuita na Internet achou softwares que faziam isso. Mais uma vez nosso conteúdo estava desprotegido e sendo rapidamente distribuído.

O HLS também possui uma grande restrição. No formato HTML 5, ele funciona apenas em versão mobile. Para desktop, novamente você tem que utilizá-lo com o nosso velho amigo: Flash Player.


MPEG-DASH: Dynamic Adaptive Streaming over HTTP

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O MPEG-DASH é o padrão que provavelmente será adotado para a transmissão de vídeos na Internet nos próximos anos. Além de ter recursos similares ao HLS – de baixar fragmentos dos vídeos, economizando banda do usuário final e do servidor.
Assim como o HLS, o MPEG-DASH é capaz de trabalhar de forma adaptativa, ou seja, ele é capaz de adaptar a qualidade do vídeo baseado na velocidade de sua conexão.

Diferentemente do HLS, uma das grandes vantagens do MPEG-DASH, é que ele é totalmente compatível com HTML 5, inclusive em browsers desktop.

Agora a pergunta que não quer calar: Trabalhar com MPEG-DASH evita que os usuários façam download e distribuam seu conteúdo? Se você trabalhar APENAS com MPEG-DASH a resposta é bem simples: NÃO.

Como então utilizar o protocolo mais moderno da atualidade (MPEG-DASH) e ainda ter a possibilidade de proteger o conteúdo?

A resposta para essa pergunta possui 3 letras: DRM, ou Digital Rights Management.

DRM: Digital Rights Management

video-mpeg-dash-drm
Netflix, iTunes, Amazon Prime Videos, Globo Play, etc são serviços de referência na utilização de DRM para proteção de seus conteúdos. Afinal, os grandes estúdios de Hollywood não querem que seus filmes possam ser baixados e distribuídos tão facilmente através desses novos serviços pagos de vídeo “on demand”.
A DRM foi uma solução encontrada para minimizar e proteger o download e distribuição ilegal de mídias, como áudio e vídeo.

Basicamente, vídeos que trabalham com DRM são criptografados e precisam de uma licença para poderem ser executados. A grande diferença nesse caso, é que, diferentemente do HLS com criptografia, a licença é enviada diretamente para um CDM (Content Decription Media). O CDM normalmente vem instalado por padrão nos browsers para que eles sejam capazes de descriptografar os arquivos protegidos pela DRM.


Hoje temos 3 principais CDMs no mercado:logo-drm

  • Widevine, da Google que normalmente vem instalada por padrão no Google Chrome, Firefox, Opera, etc.
  • Play Ready, da Microsoft e é a solução utilizada pelo Microsoft Edge por exemplo.
  • Fair Play, da Apple, utilizada especificamente pelo Safari.

A parte mais interessante do processo é como a DRM gera essa licença, permitindo que um determinado usuário possa assistir a um conteúdo. De maneira simplificada temos:

Cada vídeo no formato MPEG-DASH possui um “arquivo de manifesto” possuindo a key que foi utilizada para criptografar seus fragmentos. Normalmente esse arquivo possui a extensão “mpd”.

Quando uma solicitação de reprodução do vídeo é realizada, o browser envia para o servidor os dados do vídeo mais as informações específicas do usuário que solicita a licença. O servidor de DRM faz uma requisição de volta para o servidor de aplicação “perguntando” se o usuário tem a permissão para ver especificamente aquele vídeo. O servidor de aplicação responde SIM ou NÃO. Caso sim, o servidor de DRM libera (issue) a licença que é passada para o CDM do browser e o vídeo é finalmente reproduzido.

Isso significa que se você baixar todos os fragmentos dos arquivos do MPEG-DASH, você não será capaz de descriptografar e nem mesmo conseguir o “certificado” como acontece no HLS. A única forma de conseguir a licença é através da autenticação da DRM.

A grande desvantagem da DRM, é que ela é uma solução cara, principalmente pelo fato de precisamos de pelo menos 3 empresas para fornecer esse serviço: Google, Microsoft e Apple.

Sobre a tecnologia de vídeos da School of Net

Depois de colocarmos tudo na balança, optamos por adotar o MPEG-DASH + DRM. Com isso, podemos fornecer nossos vídeos de maneira Multiplataforma utilizando um player HTML 5 leve, elegante e finalmente com o recurso de aceleração.

Qual player escolhemos?

Utilizamos um player chamado Clappr (https://github.com/clappr/clappr) que possui suporte a DRM e diversos outros plugins. O Clappr recebe frequentemente diversas contribuições no Github, inclusive pelo pessoal da Globo.com.

Conclusão:

Trabalhar com fornecimento de vídeos pode parecer algo totalmente trivial, mas não é. Existem diversas soluções para diversos tipos de necessidade. No nosso caso, conseguimos implementar com sucesso (depois de muitas tentativas frustradas com outras tecnologias) a utilização MPEG-DASH com DRM.

Espero que esse artigo possa ter lhe ajudado a entender melhor esse universo dos vídeos e ainda informar que SIM, agora a School of Net possui muito mais do que um player decente com uma ótima experiência em reprodução de vídeos, mas sim uma grande estrutura tecnológica por trás que nos fornece segurança de informação, velocidade e menos consumo de banda para ambas as partes.

Referências:

  • http://www.widevine.com/
  • https://www.microsoft.com/playready/
  • https://developer.apple.com/streaming/fps/
  • https://developer.apple.com/streaming/
  • https://en.wikipedia.org/wiki/Dynamic_Adaptive_Streaming_over_HTTP
  • http://www.adobe.com/devnet/rtmp.html
  • https://www.wowza.com/
  • http://www.adobe.com/products/adobe-media-server-family.html
  • https://github.com/clappr/clappr
  • https://github.com/clappr/dash-shaka-playback
  • Rodrigo

    Interessante saber todo o processo necessário para evitar a pirataria dos cursos. Isso refletiu drasticamente no número de assinantes? Já tem esse número?

    • wesleywillians

      Refletiu bastante quando os users estavam estavam insatisfeito com o player. Depois que mudamos, tivemos ótimos feedbacks e muitos voltaram a assinar… Valeu a pena todo o esforço! Afinal converter quase 3500 videos com diferentes chaves, etc.. migrar tudo e gerar um processo interno de publicação, deu bastante trabalho..

  • Heitor da Silva

    Otimo post, gostaria de saber como e feita a proteção quando a permitido baixar o conteúdo e assistir online. Ex: Netflix.

    • Rodrigo

      Também gostaria de saber como dar essa opção, já que muitas vezes o assinante acaba sendo prejudicado por não poder ver os cursos offline (Quando estão viajando por exemplo).

    • wesleywillians

      Nesse caso, ainda é utilizado a DRM. A licença gerada fica gravado no dispositivo.
      Esperamos em breve aqui, liberar essa opção para nossos users!! =)

  • William R. Fernandes

    Muito bom! Parabéns School of Net, Wesley sempre evoluindo e mostrando que é possível fornecer qualidade cobrando o justo.

  • Tharcius Vinicius

    Muito bacana o artigo, mas e para proteger a cópia indevida através de programas que gravam o desktop?

    • wesleywillians

      Tharcius, nesse caso o recurso que barra isso existe apenas no FairPlay da Apple no Safari. Logo, se o caramada gravar a tela, não podemos fazer nada. Todavia, é um processo muito desgastante, uma vez que o usuário terá de assistir 100% dos vídeos e exportar manualmente cada um deles.
      Gravar a tela todos estão sujeitos, uma vez que mesmo se houvesse alguma proteção, basta mirar uma boa câmera para o monitor e ter os vídeos gravados =(

      • Tharcius Vinicius

        Realmente, mas e se tivesse uma marca-dágua em um local no vídeo que não atrapalha-se a transmissão do conteúdo e ajudasse a identificar o usuário responsável pela

        disponibilização ilegal do conteúdo?

        • wesleywillians

          Sim, sem dúvidas!
          Fazíamos isso na Code.education.
          Atualmente, na School of Net, como possuímos muitos vídeos, acreditamos que a disponibilização de vídeos piratas via gravação de tela será mínima. Se isso continuar a acontecer, sem dúvidas faremos algo semelhante.

          Inclusive, pode ser desenvolvido isso criando um plugin para o clappr.

          • Vinicius

            Exatamente. Dei uma olhada na documentação do clappr e pensei logo em um plugin. Vlw Wesley pelo post. Muito produtivo. Abraços.

      • Vinicius

        Algum texto no player mudando dinamicamente a cada x segundos não resolveria?

  • Multiplataforma nada, não consigo ver os videos de jeito nenhum utilizando um celular.

  • Fantástico este post, já a muito tempo estou procurando uma solução para os proteger os vídeos de um cliente que vende assinatura de treinamentos automotivos, hoje usamos Vimeo, para é muito fácil baixar os vídeo com a ajuda de extensões. Ajudou muito. Parabéns.

  • Márcio Prando

    @wesleywillians:disqus ,

    Já que não é possível baixar os vídeos, porque vocês não deixam os cursos vitalícios (no caso da Code Education)?

    Na school of net até concordo como funciona pois é por assinatura.
    No caso da Code, a gente paga o curso, mas tem tempo de uso (Acho que isso não é justo).

    Lembrando que isso não é uma crítica, apenas uma dúvida, até porque sou aluno da Code/School e estou muito feliz.

    Thanks

    • wesleywillians

      Olá Márcio, normalmente quando fornecemos um serviço, por questões legais, temos sempre que informar o término do contrato, porém, é muito comum darmos mais tempo para os usuários concluírem.

      Também há o fator suporte. Dar suporte vitalício para os users com correção individual não é simples..

      Mas normalmente utilizamos bom senso e quem precisar de mais tempo basta entrar em contato que ajustamos isso.

      • Márcio Prando

        Ótimo!
        Já havia pensado na questão do suporte, isso acredito que pode sim ter um tempo. Agora, a visualização das aulas não.

        Fica a dica, talvez ajude a melhorar ainda mais os serviços da code/school!

        Mas enfim, vou entrar em contato, pois também estou precisando 😀

        • Renato Freire

          Eu tenho alguns cursos na code.education.. O meu curso mais velho (deve estar completando 2 anos) ainda está disponível pra mim. Como o Wesley disse, existem questões legais, suporte, etc. Mas ao meu ver, os caras são bem flexíveis. Eu gosto de comprar os cursos nas promoções e deixar pra fazer quando dá tempo, e, sinceramente, nunca precisei me preocupar com a disponibilidade das aulas. Já fiz curso depois de 1 ano que comprei. Tenho certeza de que se seu período “expirar” e você enviar um email pra eles solicitando mais algumas semanas de acesso, eles te darão. Além de que, 1 ano é tempo pra baralho! kkk
          Temos sempre que enxergar o ponto de vista deles também. Querendo ou não, é oneroso dizer que vai deixar o curso disponível com acesso vitalício.

      • Carlos Alves

        Boa dia, Wesley
        Sou um entusiasta e gosto dos cursos, parabéns…Sempre aprendo muito…Duas dicas que li aqui eu já vivi e poderiam ser consideradas. App móbile para down no caso da School tenho esse recurso na concorrência e disponibilidade vitalícia com tempo limitado do suporte também tenho em outro concorrente. No caso da School eu como aluno teria um aproveitamento muito melhor com o recurso da app offline pois a maioria só assiste no Wi-Fi e acredite a minha fidelidade seria tácita. Já na Code, novamente eu aluno, compraria muito mais cursos, com o recurso de vitaliciedade ou algo parecido tendo em vista que nos diversos cursos conseguiríamos complementar nosso conhecimento muita vezes só queremos alguns módulos de algum lançamento e não compramos pq não valeria a pena… Já que não teremos o conteúdo a nosso dispor. Pense…e considere…! #dica

  • Pedro Costa

    Excelente artigo Wesley, bastante esclarecedor. Obrigado.

    Aproveitando, onde os videos estão hospedados? A solução DRM foi feita em python?

    Abraços!

    • wesleywillians

      Vídeos estão na Amazon S3.
      Nossa plataforma é em python, mas para converter usamos Go & Python.
      Para a integração com a DRM é python, mas basicamente comunicação de APIs, então é independente de linguagem

  • O player é capaz de dar suporte a Chromecast? Podia ser uma implementação da School!

    • wesleywillians

      Pedro,
      Estamos trabalhando nisso. O player da suporte a chromecast através de um plugin, mas ainda temos o trabalho da integração com a DRM. Esperamos em breve liberar o recurso.

  • Ótimo texto, parabéns

  • ed

    Ninguém consegue combater a boa e velha tática de assistir aos vídeos e ao mesmo tempo gravar os vídeos! Foi para o saco todo o post! Já era! Morreu!

    • wesleywillians

      Ed, bem diferente. Depende muito do contexto.
      Raramente usuários irão querer fazer isso com 4000 vídeos somente para distribuir.

      Gravar tela, editar e exportar é um grande trabalho.
      Outro ponto, independente de proteção, qualquer um pode pegar uma boa câmera e gravar.

      Acredite, esses tipos de soluções minimiza MUITO a quantidade de vídeos disponibilizados, afinal, nem todo mundo tem tempo o suficiente para ficar assistindo, editando e exportando vídeos… Na maioria das vezes pessoal pega plugins que baixam os vídeos facilmente…

  • Bem interessante esse processo todo, tive que implementar uma solução parecida com esse algum tempo atrás, seria legal quem sabe ter uma serie de vídeos ensinando como fazer algo parecido com isso. O que acham de um curso sobre essa temática?

  • Muito bom Wesley, parabéns…

  • Vinicius

    Seria muito bem vindo um curso nessa área wesley. Há pouquíssimo conteúdo no mercado. Seria um sucesso.

  • Naval

    Parabéns Wesley,

    Realmente a segurança está bem melhor. Já fiz um script em PHP e Java para baixar as aulas de forma automática para uso pessoal (e NÃO distribuir na internet), afinal de contas as vezes você viaja ou está sem internet e precisa tirar uma dúvida ou aproveitar o tempo (sem internet) para aprender algo novo.

    Infelizmente não é possível acabar com a pirataria, já sofri isso com meus códigos e sei como é. Inclusive dá para assistir as aulas sem ser assinante, não vou revelar como por motivos óbvios.

    Quero deixar uma dica para vocês. Criem um app para que o usuário possa baixar o vídeo criptografado e assistir offline através do celular, isso ajudaria muito (para quem viaja, fica sem internet ou até mesmo ao pegar o ônibus para ir para o trabalho) já que do celular poderíamos usar o modo transmissão e assistir na TV.

    Ps.: Trabalho com Java/Android 😀

    • wesleywillians

      Olá @Naval:disqus
      Você fez um script PHP e Java para baixar os vídeos através do arquivo MPD? (sem ser os vídeos gratuitos que não possuem criptografia)

      • Naval

        Isso tudo antes da criptografia.

        No início eu usei o Internet Download Manager para baixar em lotes, mas era trabalhoso, então automatizei o processo com o PHP que é uma linguagem que conheço.
        Fiquei curioso para saber o funcionamento de tantos arquivos *.ts e fui pesquisar mais sobre o assunto. Depois de muita pesquisa descobrir o bento4 (e um pouco das expressões em Python para entender o funcionamento), só então desenvolvi em Java, pois eu precisava praticar para melhorar no entendimento da linguagem.

        Dessa forma aprendi:
        – PHP Cli (que posteriormente veio o interesse em Shell Script (Aliás, daria um bom curso)),
        – Criptografia em Vídeos,
        – Bento4 e suas outras funcionalidades,
        – jUnit,
        – Maven (Dependência)
        – Melhorei no Java.

        • wesleywillians

          Olá, tudo joia!
          Pelo que entendi vc fez isso quando trabalhávamos com HLS e não agora com MPEG-DASH, correto? Muito interessante entendermos como as coisas funcionam e como aprendemos em todo esse processo.. Bento4 eh realmente mt bacana. Para nós que usamos mt python, ele ajuda mt. Depois recomendo que de uma olhada em Go Lang.

    • Carlos Alves

      Ótima dica do app para down a concorrência utiliza é bom …

  • Rodrigo Cesar

    Acredito que o modelo de negócio é ótimo para escola. Mas pra mim ainda que seja barato não faz o menor sentido pagar mensalmente e não poder ter esse conteúdo pra mim. Eu faço o calculo assim . R$ 840,00 por ano…quanto eu consumo disso? …ou no plano mais promocional…quase R$ 500,00…Pelo menos tem a opção de cancelar a qualquer tempo… Eu gostaria muito te ter os cursos pra mim !

    • wesleywillians

      Olá Rodrigo,

      Trabalhamos exatamente como a maioria de modelos de assinatura. Como netflix, spotify, apple music e muitas outras escolas online. Aqui no Brasil temos nos destacado muito por não termos fidelidade, além de oferecermos um valor super competitivo. Acredito que aos poucos todos nós deixaremos essa cultura de querer o nosso backup, mp3, filmes todos conosco para simplesmente consumirmos online.. De qualquer forma entendo seu ponto, todavia acredito que esse de modelo não sustentável para a empresa se manter oferencendo essa grande gama de conteúdo… Vem mt novidade na School of Net por aí. Fique ligado.
      Abs

      • Marcelo Luiz

        Wesley, tudo bem?
        Cara eu acho o modelo bacana e justo para ambas as partes, já que o valor é acessível. O que eu gostaria de sugerir é pagamento por boleto mensal já que não há fidelidade. Ex: Paguei dia 5 então tenho 30 dias para usar, vencendo aquela data antes o sistema já me envia o próximo boleto partindo do ponto que vou renovar, se não acontecer o acesso é bloqueado e vida que segue. Seria ótimo já que não comprometeria meu cartão com limite baixo e você não pagaria taxas para operadoras. Todos ganham.

        🙂

  • Marciel Barcellos

    Excelente como sempre!! Parabéns pela solução Wesley e equipe!!! Um curso sobre isso seria muito bem vindo!

    • Felipe

      apoio!

  • Adriano

    opa weslley, poderia lançar um app para mobile, tv, para fornecimento dos cursos também

  • Dan Fer

    Muito boa a matéria, parabéns! Qual empresa no Brasil fornece esse tipo de serviço MPEG-DASH + DRM?

  • Marcão Alves

    Excelente post @wesleywillians:disqus.
    Parabéns !!

  • Paulo Henrique

    Sai muito caro para manter essa brincadeira toda?

    • Mais RENTE

      Fiquei curioso também kkk Deve ficar kk

  • Felipe

    Excelente post @wesleywillians:disqus , voces utilizaram algum serviço de mutli-drm ? Pelo que pesquisei, pra ter uma integração com Widevine, Play Ready e AirPlay, é necessário ter contrato direto com essas empresas e implementar o protocolo de autenticação de cada uma delas , correto ? Vocês utilizaram algum auth license server terceirizado ou criaram o proprio ? Obrigado.

    • wesleywillians

      Olá Felipe, trabalhamos com multi-drm. Só a implementação do FairPlay que é um pouco diferente.

  • Ewerton Melo

    Conteúdo excepcional. Parabéns!!!

  • Rafael Santos

    Muito interssante o Post mas até onde eu sei existem muitos programas que quebram o DRM facilmente como vc conseguiu resolver essa questão?

    • wesleywillians

      “Não é possível” quebrar a criptografia da DRM. Softwares que prometem isso so devem conseguir fazer se de alguma forma eles tiverem licença gerada em mãos. Até o momento não tivemos nenhum caso parecido e realmente espero que não tenhamos. Um outro ponto que dificulta é o fato dos vídeos estarem fragmentados em diversos arquivos. Em tese quebrar a criptografia em si da DRM não é possível. Se você tiver algum caso em mãos me informe que posso encaminhar para google, microsoft ou apple. Abs

  • Mais RENTE

    Lendo o post entendi porque os videos estão executando apenas no minha partição do Windows e no Ubuntu não, como também o porque do Wesley ter me indicado baixar o Widevine kkkk Em breve irei baixar kkk

    • wesleywillians

      Opa,
      Sem duvidas precisamos do widevine para rodar. No caso do ubuntu, em tese, o firefox ja deveria ter ele ativado. Por outro lado o Chromium, não possui suporte oficial e por padrão não funciona. Abs e bora estudar =)

  • Aléx de Oliveira

    Parabéns pelo artigo @wesleywillians! Saberia me informar quais os custos para utilizar Widevine, Playready e Fairplay?

  • Olá @wesleywillians:disqus! Sou cliente e aluno da School Of Net.

    A pergunta que não quer calar é:
    Quando é que vocês vão liberar um curso lá ensinando a implementar MPEG-DASH com DRM?